Os fatos futuros da riqueza

A informação contábil nasceu para guardar memória dos fatos passados, mas, hoje, mais que nunca, ela avança ousadamente em direção ao futuro, na busca de antecipar-se a decisões e visando a resguardar riscos eminentes.

A velocidade que a tecnologia eletrônica introduziu na informação contábil facilitou não só o manuseio de dados atuais, mas também avanços no sentido de uma contabilidade prospectiva de melhor qualidade.

A previsão sempre preocupou os dirigentes e os contadores sempre foram os encarregados de fazê-la e sobre isso podemos encontrar provas nas civilizações mais antigas, embora os recursos pertinentes à matéria fossem parcos naquela época.

O interesse sobre o futuro da riqueza parece ter sido algo perene nas civilizações, mas só alcançou importância doutrinária de relevo quando a contabilidade passou da fase empírica para a científica.

A rapidez com que se realizam hoje os investimentos e aquela com a qual os capitais se deslocam já não mais permitem a omissão quanto a previsões tenham maior grau de aproximação com a da realização dos fatos futuros.

É a observação dos fenômenos em cada empresa, em cada instituição, que ajuda a verificar como as coisas acontecem, mas o estudo científico exige mais que isso, ou seja, só admite aceitar o universal como verdade, isto é, o que ocorre em todos os lugares e em todos os tempos sempre da mesma forma.

Cada empresa tem sua própria vida e suas características pertinentes, mas nenhuma escapa das Leis universais que regem o comportamento da riqueza.

Toda ciência baseia-se no estabelecimento de relações e todas elas ensejam previsões, pois estas são condições essenciais para caracterizar o conhecimento científico.

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