A contabilidade com postura estratégica

No emaranhado de responsabilidades e competências que são assumidas pelo sistema contábil-gerencial de informações das empresas modernas, freqüentemente surge a dúvida se a contabilidade deve assumir uma postura estratégica ou, será o profissional o controller, que podera materializar, esta função estratégica.

Estratégica apresenta algumas características bem definidas no que se refere à gestão de negócios, que precisam ser realçadas, por exemplo, Horizonte definido de tempo, onde o conjunto de atividades que compõe uma estratégia deve ter um horizonte de tempo perfeitamente delimitado, usualmente plurianual, e, nesse espaço de tempo, deve-se incluir não apenas o necessário à implantação das atividades, como também o indispensável para observar o impacto de tais atividades de negócios.

Uma estratégia eficaz requer uma concentração de esforços e recursos em atividades contidas num número limitado de cursos alternativos, onde se reduza ou suprima os recursos disponíveis para outras atividades.

Quanto aos seus diversos níveis a estratégia pode ser encarada como sendo: Corporativa que comporta a definição das grandes linhas de negócios em que a corporação deve ou deseja participar.

Obviamente, uma vez definida as linhas de negócios, é preciso adquirir e alocar recursos corporativos para cada uma delas.

A estratégia de negócios, especifica o escopo de determinada linha de negócios, de forma a integrar sua estratégia à da corporação como um todo.

Nem sempre a maximização dos resultados de linhas de negócios maximiza o resultado da empresa como um todo.

O planejamento estratégico é formado mais por metas qualitativas, no seu mais alto nível, do que financeiras.

Assim, os contadores têm tido dificuldade em montar, dentro do sistema de informação, cadastros capazes de indicar, pelo menos, o grau de desvio entre as metas previstas e o que foi realizado em nível estratégico.

Não devemos nos desesperar, pois, felizmente, as decisões estratégicas são tomadas e formuladas para um período usualmente longo de tempo e não tem características repetitivas.

Assim, concluímos que estamos um pouco longe, ainda, de ter uma contabilidade estratégica completamente desenvolvida, em forma sistêmica.

Entretanto, desenvolvimentos recentes, como a reengenharia, estão servindo para simplificar bastante o fluxo de informações entre as funções.

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