Análise dos demonstrativos financeiros

Usualmente, devemos extrair os dados para análise empresarial do Balanço e o Demonstrativo de resultado, bem como o Demonstrativo de Origens e aplicações de recursos e as previsões de fluxo de caixa.

Para que se prestem a análise, as mesmas devem ser comparativas, esses relatórios devem apresentar, como característica básica, a consistência.

Relatórios elaborados a cada períodos, segundo critérios diferentes, distorcem as comparações e impossibilitam a sua utilização para fins gerenciais.

Além disto, há, pelo menos, mais dois requisitos muito importantes da análise de relatórios financeiros que merecem ser destacados desde já:

I – padrão comparativo, pois sem ele de nada adiantará analisar os nossos demonstrativos financeiros.

Na análise de demonstrativos financeiros, os padrões utilizados podem ser internos ou externos.

São internos quando se referem à própria empresa; podendo ser destacados os exercícios ou períodos passados e os orçamentos, quando são elaborados.

São externos quando se tomam por comparação dados referentes a terceiros, podendo ser um competidor direto, ou, até, a média global de todo o setor na qual a empresa opera, podendo se dizer que se esta utilizando uma das técnicas do benchmarking.

II – Consciência do objeto real da análise;

É preciso ter em mente que a análise não é método de resolução de problemas, sendo apenas o primeiro passo para esta resolução, uma vez que se limita a identificar áreas de possíveis problemas, devendo ser complementada, para que exerça efeitos práticos, por análises complementares e pelas ações corretivas que essas análises venham a indicar.

Os índices da análise financeira são proporções, relações ou quocientes estabelecidos entre grandezas constantes dos relatórios financeiros.

Assim, mal existe limite para a quantidade de índices que podem compor esta análise.

Há, essencialmente, quatro tipos de índices, cada um com o objetivo de acentuar um aspecto diferente na condição financeira da empresa:

1- Índices de liquidez
– medem a capacidade da empresa de solver seus compromissos a curto prazo;

os dois mais importantes são:

a) o índice de liquidez corrente (ILC) – calcula-se dividindo o ativo circulante pelo passivo circulante.

É uma forma elementar de medir a capacidade de uma empresa saldar seus débitos.

b) o índice de liquidez seco – É um índice subsidiário do índice da liquidez corrente.

É obtido retirando do ativo circulante o montante dos estoques e dividindo-se o resultado pelo valor do passivo circulante.

2 – Índices de alavancagem
– Medem as contribuições dos proprietários comparados com os financiamentos originários dos credores da firma.

A alavancagem é examinada sob dois aspectos:

Uma envolve a análise dos índices do balanço e determina a quantidade de empréstimo que foi usada para o financiamento da firma;

Obtida através do empréstimos em relação ao total do ativo, sendo medido pelo:

Empréstimo total dividido pelo ativo total;

e o passivo circulante e exigível a longo prazo dividido pelo ativo total;

também temos o endividamento total em relação ao capital próprio, sendo conhecido através do saldo do exigível a curto e longo prazo dividido pelo patrimônio liquido.

3 – Índices de atividades
– que medem a eficiência da empresa em utilizar seus recursos;

4 – Índices de Rentabilidade ou lucratividade
– que medem a eficiência geral da administração.

Esses são alguns do índices que podem ser utilizados e já darão uma boa base de dados para análise dos demonstrativos financeiros.

Comentários

  1. EMMANUEL

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